quinta-feira, julho 28, 2005

 
Cartas abertas para mim mesma. Engoli a chave da gaveta de guardados, cingi as melhores coisas.
(acostumar-se a novas geografias e arquiteturas é como engolir uma pedra de gelo rapidamente, e deixa-la marinando no estomago por horas).

Perguntei: chegou em casa?
Ele disse: Sim. tô na casa de Rita.

Com todas as possibilidades do mundo, de ser quem eu sou, ou ser outra e contrariar todos os espectadores, eu escolhi dormir com a porta fechada e um feixe de luz bem fino na minha direita.
De manhã cedo estou sempre predisposta a amar e odiar os meninos, não necessariamente nesta ordem, mas sempre mesmo nesse horário. Tanto que, mesmo parecendo o contrário, minha tendência pacificadora libriana outonal se sobrepõe hora sim, hora não. O rapaz pensaria que minha alma precisa avançar mais um degrau em busca da iluminação, e depois da iluminação outra iluminação ou pozinhos em direção ao céu que cintila. E eu rezo olhando para baixo. Não me importo que vejam.



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