terça-feira, junho 06, 2006
http://tomsurtom.blogspot.com
sábado, agosto 27, 2005
pra você não achar que te esqueço quando seguro a caneta entre os dedos.
como eu te disse, o lépido anda em todos os lugares.
como eu te disse, é tudo teu: as varandas, os potes, as calças, minha mais profunda pisada.
e reafirmo: é teu meu ombro, meu colo, a boca, a risada.
como eu te disse, o lépido anda em todos os lugares.
como eu te disse, é tudo teu: as varandas, os potes, as calças, minha mais profunda pisada.
e reafirmo: é teu meu ombro, meu colo, a boca, a risada.
domingo, agosto 14, 2005
Eu pretendia mais coisas. estou na época das sábias lavagens.
sui sui. seja lá como for. preto e branco se completam.cinco minutos na gota de molho shoyo.
"Cada coisa tem a sua palavra; pois a palavra própria transformou-se em coisa. Porque é que a árvore não há-de chamar-se plupluch e pluplubach depois da chuva? E porque é que raio há-de chamar-se seja o que for? Havemos de pendurar a boca nisso? A palavra, a palavra, a dor precisamente aí, a palavra, meus senhores, é uma questão pública de suprema importância" (ball)
A monalisa de Basquiat pra ser outra palavra. Indagava inchada de vermelho, os braços cruzados: prece?
Everything is beautiful(l), and I´m pop.
A monalisa de Basquiat pra ser outra palavra. Indagava inchada de vermelho, os braços cruzados: prece?
Everything is beautiful(l), and I´m pop.
domingo, agosto 07, 2005
"fica boazinha dor..."
a pedra no caminho é o veneno pro rato, e a cesta, o leite, as coisas "gatográficas", como diria a outra, são empacotadas, postas ao sabor da poeira.
Lembro que perguntei: Nao tem coração, nem calor, nem olho virando?
Tem um blum que seria um blue, não fossem as peripércias do tempo. Acostumo de novo a chegar sozinha, sentar na cadeira e pensar apenas em ler o livro, em me fazer de inocente diante das coisas que me perseguem. Vivo de rabo preso com o destino. Nada de bichos mais inteligentes que eu, infelizmente.
a pedra no caminho é o veneno pro rato, e a cesta, o leite, as coisas "gatográficas", como diria a outra, são empacotadas, postas ao sabor da poeira.
Lembro que perguntei: Nao tem coração, nem calor, nem olho virando?
Tem um blum que seria um blue, não fossem as peripércias do tempo. Acostumo de novo a chegar sozinha, sentar na cadeira e pensar apenas em ler o livro, em me fazer de inocente diante das coisas que me perseguem. Vivo de rabo preso com o destino. Nada de bichos mais inteligentes que eu, infelizmente.
"(...)
Eu, você, depois
Quarta-feira de cinzas no país
E as notas dissonantes se integraram
Ao som dos imbecis
Sim, você, nós dois
Já temos um passado, meu amor
A bossa, a fossa, a nossa grande dor
Como dois quadradões
Lobo, lobo, bobo
Lobo, lobo, bobo
Lobo, lobo, bobo
Lobo, lobo, bobo
(...)"
Eu, você, depois
Quarta-feira de cinzas no país
E as notas dissonantes se integraram
Ao som dos imbecis
Sim, você, nós dois
Já temos um passado, meu amor
A bossa, a fossa, a nossa grande dor
Como dois quadradões
Lobo, lobo, bobo
Lobo, lobo, bobo
Lobo, lobo, bobo
Lobo, lobo, bobo
(...)"
E não basta. Eu preciso do inédito, queridos, do lixo da imagem:
Preciso de um trabalho mental inconsciente coletivo vigoroso:
Preciso cobrar as horas do trabalho do meu inconsciente ao meu psicanalista:
primitivos e naifs são complementares.
faço um tracinho rudimentar para não ofender.
Preciso de um trabalho mental inconsciente coletivo vigoroso:
Preciso cobrar as horas do trabalho do meu inconsciente ao meu psicanalista:
primitivos e naifs são complementares.
faço um tracinho rudimentar para não ofender.
quinta-feira, julho 28, 2005
Cartas abertas para mim mesma. Engoli a chave da gaveta de guardados, cingi as melhores coisas.
(acostumar-se a novas geografias e arquiteturas é como engolir uma pedra de gelo rapidamente, e deixa-la marinando no estomago por horas).
Perguntei: chegou em casa?
Ele disse: Sim. tô na casa de Rita.
Com todas as possibilidades do mundo, de ser quem eu sou, ou ser outra e contrariar todos os espectadores, eu escolhi dormir com a porta fechada e um feixe de luz bem fino na minha direita.
De manhã cedo estou sempre predisposta a amar e odiar os meninos, não necessariamente nesta ordem, mas sempre mesmo nesse horário. Tanto que, mesmo parecendo o contrário, minha tendência pacificadora libriana outonal se sobrepõe hora sim, hora não. O rapaz pensaria que minha alma precisa avançar mais um degrau em busca da iluminação, e depois da iluminação outra iluminação ou pozinhos em direção ao céu que cintila. E eu rezo olhando para baixo. Não me importo que vejam.
(acostumar-se a novas geografias e arquiteturas é como engolir uma pedra de gelo rapidamente, e deixa-la marinando no estomago por horas).
Perguntei: chegou em casa?
Ele disse: Sim. tô na casa de Rita.
Com todas as possibilidades do mundo, de ser quem eu sou, ou ser outra e contrariar todos os espectadores, eu escolhi dormir com a porta fechada e um feixe de luz bem fino na minha direita.
De manhã cedo estou sempre predisposta a amar e odiar os meninos, não necessariamente nesta ordem, mas sempre mesmo nesse horário. Tanto que, mesmo parecendo o contrário, minha tendência pacificadora libriana outonal se sobrepõe hora sim, hora não. O rapaz pensaria que minha alma precisa avançar mais um degrau em busca da iluminação, e depois da iluminação outra iluminação ou pozinhos em direção ao céu que cintila. E eu rezo olhando para baixo. Não me importo que vejam.
quarta-feira, julho 27, 2005
Ando atacada por desejos tão femininos. Pretendendo afirmar conjugações.
Habitações. Inundações.
Se eu me disponho a limpar os peixes.
Lavar os gatos.
Alimentar os passaros.
Um pote de hortelã, um vidro de chocolate ao leite e muitas flores no jarro da mesa de jantar.
Blindness.
E depois sonhar de novo com as asas, e gostar do azar de se estatelar no chão.
A partir de então tracei meu destino,
sem curvaturas, nem rasuras, nem gestões. Pensei numa Argentina para ser traduzida,
e numa narrativa diletante e inescrupulosa para publicar em jornais diários.
Sou fetichista, adoro coisas com a letra A:
pó.
Habitações. Inundações.
Se eu me disponho a limpar os peixes.
Lavar os gatos.
Alimentar os passaros.
Um pote de hortelã, um vidro de chocolate ao leite e muitas flores no jarro da mesa de jantar.
Blindness.
E depois sonhar de novo com as asas, e gostar do azar de se estatelar no chão.
A partir de então tracei meu destino,
sem curvaturas, nem rasuras, nem gestões. Pensei numa Argentina para ser traduzida,
e numa narrativa diletante e inescrupulosa para publicar em jornais diários.
Sou fetichista, adoro coisas com a letra A:
pó.
