quarta-feira, julho 27, 2005

 
Ando atacada por desejos tão femininos. Pretendendo afirmar conjugações.
Habitações. Inundações.

Se eu me disponho a limpar os peixes.
Lavar os gatos.
Alimentar os passaros.
Um pote de hortelã, um vidro de chocolate ao leite e muitas flores no jarro da mesa de jantar.

Blindness.
E depois sonhar de novo com as asas, e gostar do azar de se estatelar no chão.
A partir de então tracei meu destino,

sem curvaturas, nem rasuras, nem gestões. Pensei numa Argentina para ser traduzida,
e numa narrativa diletante e inescrupulosa para publicar em jornais diários.
Sou fetichista, adoro coisas com a letra A:
pó.



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